A noticia de que meu familiar está usando drogas ou álcool determina um turbilhão de emoções na família. Mãe e Pai não sabem o que fazer com o fato e se perguntam porque isso aconteceu em nosso lar? Onde erramos? No que faltamos? E todas estas perguntas ficam sem resposta diante do problema, pois não é a falta nem o excesso e tão pouco culpa de alguém; o fato é que instalou-se uma doença pelo uso, muitas vezes ingênuo e curioso, de substâncias psicoativas que causam dependência. O que desencadeou a procura destas substâncias e a necessidade de inserir-se neste tipo de grupo, ocorre por fatores de aceitação, adaptação e até auto estima baixa como também a falta de limites, valores e diálogo. Ah! Então é culpa da família? Não, pois na fase em que o jovem começa a usar ( adolescência) a família tem pouco acesso ao que ocorre no seu íntimo, (suas dificuldades, suas limitações) o adolescente tende a preterir a família ao grupo. É uma fase natural de descoberta de auto afirmação e quando consegue êxito desenvolve-se sem dificuldades. No livro de Içami Tiba - Anjos caídos, temos uma boa explicação para o inicio do uso. O autor descreve um rito de passagem de uma tribo indígena onde o jovem é inserido na vida adulta e a partir daí considerado como tal. Na nossa cultura este ritual não existe e o jovem padece entre não ser mais criança e ainda não ser adulto. Ser aceito é imperioso e desgastante. Nesta fase está vulnerável e acata qualquer solução para seu problema. As escolhas que fizer determinarão seu caminho adiante.
Infelizmente a falta de conhecimento do que seja esta doença, a negação da maioria que mantem o problema distante de si ( só acontece com o vizinho) e a resistência em procurar ajuda profissional são a causa de jovens usuários progredirem no uso de drogas e álcool.
Portanto, peçam ajuda assim que identificarem o problema. Milhares de pessoas compartilham suas experiências na busca de soluções. A família pode contar com vários grupos de ajuda.
Estamos juntos nesta Luta!
Eliza M. M. Guimarães
elizapsico@hotmail.com
f. 25347980 e cel.: 81348919
26 de agosto de 2011
20 de agosto de 2011
Medo
Medo: (ê) sm (lat metu) 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.
Como o corpo reage numa situação de ameaça, seja ela real ou não:
1. Cérebro: as estruturas responsáveis por iniciar a reação a estímulos amedrontadores são as amígdalas cerebrais, localizadas na região das têmporas. Elas enviam um sinal ao hipotálamo, região de controle do metabolismo, para que seja intensificada a produção de adrenalina, noradrenalina e acetilcolina. Em uma fração de segundo, a descarga dessas substâncias causa alterações no funcionamento de diversas partes do corpo
2. Olhos: a química do medo faz com que as pupilas se dilatem. Isso diminui a capacidade de a pessoa reparar nos detalhes que a cercam, mas aumenta o poder de visão geral. Em tempos ancestrais, esse recurso permitia que o homem identificasse no escuro das cavernas um predador e as possíveis rotas de fuga
3. Coração e pulmões: o aumento do nível de adrenalina eleva os batimentos cardíacos. A maior irrigação sanguínea faz com que cérebro e músculos trabalhem mais intensamente, deixando a pessoa alerta e ágil. O fato de o coração bater acelerado exige maior oxigenação daí por que a respiração se torna mais curta, ofegante
4. Estômago: muitas pessoas, em situações de medo, sentem dor na região estomacal devido ao aumento na produção de acetilcolina. A liberação em maior quantidade de sucos gástricos acelera a digestão e a transformação dos alimentos em energia.
Fonte: Frederico Graeff, Universidade de São Paulo (Veja)
Como o corpo reage numa situação de ameaça, seja ela real ou não:
1. Cérebro: as estruturas responsáveis por iniciar a reação a estímulos amedrontadores são as amígdalas cerebrais, localizadas na região das têmporas. Elas enviam um sinal ao hipotálamo, região de controle do metabolismo, para que seja intensificada a produção de adrenalina, noradrenalina e acetilcolina. Em uma fração de segundo, a descarga dessas substâncias causa alterações no funcionamento de diversas partes do corpo
2. Olhos: a química do medo faz com que as pupilas se dilatem. Isso diminui a capacidade de a pessoa reparar nos detalhes que a cercam, mas aumenta o poder de visão geral. Em tempos ancestrais, esse recurso permitia que o homem identificasse no escuro das cavernas um predador e as possíveis rotas de fuga
3. Coração e pulmões: o aumento do nível de adrenalina eleva os batimentos cardíacos. A maior irrigação sanguínea faz com que cérebro e músculos trabalhem mais intensamente, deixando a pessoa alerta e ágil. O fato de o coração bater acelerado exige maior oxigenação daí por que a respiração se torna mais curta, ofegante
4. Estômago: muitas pessoas, em situações de medo, sentem dor na região estomacal devido ao aumento na produção de acetilcolina. A liberação em maior quantidade de sucos gástricos acelera a digestão e a transformação dos alimentos em energia.
Fonte: Frederico Graeff, Universidade de São Paulo (Veja)
O medo no dependente químico é falta de fé em si mesmo , em Deus e no outro. Causa uma sensação de impotência e desespero. A realidade é vista como ameaçadora e impossível de lidar, superar e aceitar. O DQ não quer ser frustrado, não quer admitir seu passado e o porque de sua realidade atual não ser como deseja, das pessoas não enxergarem seu esforço, sua luta para ficar limpo. Numa atitude infantilizada espera que a vida seja diferente e não como ela é com seus altos e baixos, alegrias e tristezas, perdas e danos. O emocional desgastado pela adicção, a auto estima baixa, as incertezas sobre sua recuperação, segredos,planos secretos e falta de confiança no programa 12 passos potencializam o medo.
Partilhe seus medos e coloque-os a sua frente como obstáculos a serem vencidos e, principalmente, aceite a vida como ela se apresenta.
Dra. Eliza M. M. Guimarães- F. 25347980 e cel . 81348919
e-mail: elizapsico@hotmail.com
Dra. Eliza M. M. Guimarães- F. 25347980 e cel . 81348919
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10 de agosto de 2011
Crack X OXI
Há vinte anos trabalho com dependentes químicos… é lamentável constatar que pouco se faz para informar a população sobre a dependência química e prevenir ao invés de remediar. Drogas novas como o oxi e antes o crack; lembram como este afetou e alarmou a todos? Que diferença faz a droga de preferência ser outra agora?
Quando será que vamos encarar isto de forma séria e fazer algo que esclareça e informe a população? A maioria é leiga, não conhece a doença e rotula o dependente químico. As famílias não procuram ajuda para a codependência. Os tratamentos existentes são ineficazes e incompletos salvo algumas excessões. O pós clínica não existe ou não é levado a sério. Eu de minha parte continuo na luta tentando com meu ” baldinho” apagar este incendio, mas muitos elefantes se omitem…
Dra. Eliza
Auto Estima
A auto estima é o coração da psique.
Ter auto estima é viver de acordo com as suas convicções independente do que os outros pensam e sentem. É estar bem consigo mesmo, ter aceitação, auto aprovação, respeito próprio e auto responsabilidade.
Para atingir este grau de auto estima é preciso fazer as pazes consigo mesmo, libertar-se de crenças e valores do outro e adotar seus próprios parâmetros de comportamento. Estar ciente de que agora a maneira que vou viver só depende de mim e meu bem estar não está no outro e sim comigo mesmo. Deixar de responsabilizar o outro, a Mãe o Pai, a empresa, os amigos e assumir quem sou, minhas qualidades e defeitos.
Um auto exame pode falsear a real condição da auto estima. Peça ajuda para vier melhor.
Dra. Eliza M. M. Guimarães
fones: 25347980 3 cel. 81348919
Ter auto estima é viver de acordo com as suas convicções independente do que os outros pensam e sentem. É estar bem consigo mesmo, ter aceitação, auto aprovação, respeito próprio e auto responsabilidade.
Para atingir este grau de auto estima é preciso fazer as pazes consigo mesmo, libertar-se de crenças e valores do outro e adotar seus próprios parâmetros de comportamento. Estar ciente de que agora a maneira que vou viver só depende de mim e meu bem estar não está no outro e sim comigo mesmo. Deixar de responsabilizar o outro, a Mãe o Pai, a empresa, os amigos e assumir quem sou, minhas qualidades e defeitos.
Um auto exame pode falsear a real condição da auto estima. Peça ajuda para vier melhor.
Dra. Eliza M. M. Guimarães
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9 de agosto de 2011
Partilhar
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O dependente químico usa mecanismos de defesa para rejeitar e transformar a realidade evitando o sofrimento e adiando uma atitude para a resolução de seus problemas. Evita também um contato mais profundo consigo mesmo, ou seja , entrar em contato com seus sentimentos. Ele se anula e se aliena de si mesmo.
Quando ocorre o tratamento sua dificuldade aparece, não consegue exprimir o que sente, conta sua história como um narrador de fatos alheios; não se coloca, usa até o pronome na terceira pessoa.
A " partilha" é um instrumento de alívio, mas só funciona se o DQ partilhar o fato ocorrido consigo e o sentimento de modo a reviver as emoções até então contidas pelos mecanismos de defesa. Desta forma ele consegue desfazer caminhos já batidos de contenção das emoções ; aquela estória de procurar caminhos já batidos esperando resultados diferentes. A partilha é mais que a palavra, o discurso. Ela vem da necessidade de expor o fato e pedir ajuda para o sentimento.
" Partilhar o que for necessário e estar aberto para ouvir o que for preciso" Este é o princípio para a mudança.
Dra. Eliza M. M. Guimarães.
Fone 25347980 e cel. 81348919
Quando ocorre o tratamento sua dificuldade aparece, não consegue exprimir o que sente, conta sua história como um narrador de fatos alheios; não se coloca, usa até o pronome na terceira pessoa.
A " partilha" é um instrumento de alívio, mas só funciona se o DQ partilhar o fato ocorrido consigo e o sentimento de modo a reviver as emoções até então contidas pelos mecanismos de defesa. Desta forma ele consegue desfazer caminhos já batidos de contenção das emoções ; aquela estória de procurar caminhos já batidos esperando resultados diferentes. A partilha é mais que a palavra, o discurso. Ela vem da necessidade de expor o fato e pedir ajuda para o sentimento.
" Partilhar o que for necessário e estar aberto para ouvir o que for preciso" Este é o princípio para a mudança.
Dra. Eliza M. M. Guimarães.
Fone 25347980 e cel. 81348919
Segundo a organização mundial da saúde a dependência química é uma doença e deve ser tratada como tal tendo em vista seus sintomas, destrutividade e comorbidades associadas. O tratamento é multidisciplinar, portanto teremos a presença de profissionais como Psiquiatra, psicólogo(a), enfermeiro(a), terapeuta e monitores. Cada caso deve ser analisado e avaliado antes de encaminhar para um tratamento, pois são vários os procedimentos que podemos adotar com o dependente químico de acordo com grau de comprometi8mento deste com sua droga de preferência. A internação é necessária a partir do momento em que o dependente químico esteja escravizado pela droga e não consiga manter compromissos e responsabilidades do dia a dia. Um diagnóstico e prognóstico indicará a melhor solução para cada caso.
A doença da dependência química ocorre a partir do momento em que o usuário passa a depender da droga para estabilizar. No começo ele usa quando quer, nos finais de semana,controla a quantidade, o horário que usa. Com o tempo a necessidade aumenta gradativamente e quando percebe está usando todos os dias.Começa a perder compromissos , a ir mal na escola, a mentir, manipular, justificar. Fica agressivo, revoltado, agitado e impaciente. Ausenta-se por horas ou dias sem dar satisfação a ninguém. Os amigos se afastam. Os familiares não conseguem mais dialogar. Fisicamente está abatido, emagreceu, não come e/ou dorme, não participa das atividades e compromissos familiares. Está apático e alienado e nega sua realidade.
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